Tecnologias para a Adubação do Cafeeiro
31-05-2005
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Eng. Agr. Ithamar Prada Neto
O café é uma planta da família Rubiácea, com duas espécies
principais de cultivo: a Coffea arábica (Arábica), a mais cultivada
no Brasil; e a C. Canephora (Robusta) com o cultivo concentrado no
estado do Espírito Santo. A maior parte do café comercializado no
mundo é uma mistura destas duas espécies, nas proporções
aproximadas de 35/65 paraRobusta/Arábica.
A Cafeicultura no Brasil
Atualmente, o Estado de Minas Gerais, com três regiões
principais de cultivo: o Sul de Minas, o Cerrado e a Zona da Mata,
é o maior produtor de café do país, com cerca de 50% da produção
nacional.

O café é uma das principais ferramentas para geração de divisas
ao nosso País com uma exportação na ordem de 26.900.000 sacas de
café em 2004/2005 segundo dados do USDA, citados no AGRIANUAL 2005,
o que confere ao Brasil o título de maior exportador mundial de
café.
Adubação da cultura do café
A produtividade da cultura do café é afetada por diversos
fatores, dentre eles: escolha da espécie e variedade; condições
edafoclimáticas da região e manejo da cultura, que engloba a
correção da fertilidade do solo, a adubação, os tratos culturais e
o manejo fitossanitário.
Em épocas de preços baixos do café, há uma tendência geral de
redução dos investimentos na lavoura, e de uso de fertilizantes.
Esta economia é ilusória, pois os fertilizantes, apesar de
representarem em média 25% do custo total da lavoura, são o fator
que mais influência a produtividade.

O café precisa de cuidados especiais em sua implantação, pois
qualquer problema nesta fase acarretará em prejuízos por todo o
ciclo.
Segundo VITTI (2005) uma lavoura de café deve começar com a
correção do solo em superfície e subsuperfície, dois anos antes do
plantio, além da adoção de práticas de conservação do solo e do
plantio de uma leguminosa no ano anterior ao plantio do café. Para
a correção do Fósforo (fosfatagem), recomenda-se o uso do Fosfato
Natural Reativo de Arad, com o benefício de contribuir com a
correção de acidez do solo e de fornecer o Fósforo (P) de forma
gradual, convertendo em maior eficiência no fornecimento de
fósforo.
Adubação do plantio
Dentre os nutrientes, o P merece atenção especial, pois seu
fornecimento no plantio é responsável por atender toda a demanda da
planta por pelo menos três anos, quando aplicações complementares
para a manutenção são realizadas.

O P proporciona o desenvolvimento do sistema radicular e a
produção de frutos. Para atender de maneira mais eficiente a
demanda das plantas a Bunge Fertilizantes, através da marca Ouro
Verde, desenvolveu a linha Ourofós, baseada na composição de fontes
de P com comportamentos distintos no solo resultando em um produto
tecnicamente indiscutível e de elevada eficiência agronômica.

A principal característica da linha Ourofós é o fornecimento do P
de maneira imediata e gradual, atendendo a demanda da cultura ao
longo do seu ciclo

Adubação de Cobertura
O fornecimento do Nitrogênio (N) e do Potássio (K), em cafezais
não irrigados, deve ser realizado apenas em cobertura, em função do
elevado poder salino dos fertilizantes que contém estes nutrientes
de acordo com recomendações técnicas disponíveis.
A aplicação destes nutrientes deve ser parcelada em intervalos
de 30 a 45 dias durante o período das águas.
Adubação de Formação
A adubação de formação é aquela realizada nos dois primeiros
anos após o plantio, antes de a planta apresentar produção
econômica de grãos. Esta adubação visa o fornecimento de N e K que,
a exemplo da adubação de cobertura, devem ser aplicados de forma
parcelada durante a estação chuvosa.
Adubação de Produção
A adubação de produção do cafeeiro é baseada pela expectativa de
produtividade e pelas condições do solo, obtidos através de
análises. A análise foliar é de fundamental importância para o
balizamento da adubação nitrogenada e também para o monitoramento
do solo. Além disso tem a função de mostrar a real condição
nutricional da planta, podendo em alguns casos eliminar as últimas
aplicações de N. O fornecimento de N e K deve seguir a mesma
orientação que a adubação de cobertura e de formação, no que se
refere ao período de aplicação.
O P na adubação de manutenção, deve ser aplicada no início da
estação chuvosa, com uso de formulações balanceadas. A linha
Ourofós contempla um portifólio de produtos que permite a avaliação
da necessidade de cada caso, respeitando as características do solo
e o potencial produtivo da lavoura.
Sobretudo, em situações onde o teor de P no solo se encontra
abaixo do satisfatório (classificado como muito baixo ou baixo),
sugere-se a correção com P utilizando-se o Fosfato Natural Reativo
de Arad.

Considerações Finais
Para acompanhar, da melhor forma possível, o momento econômico
favorável do setor, os cafeicultores dependem de diversos
fatores:
- Otimização dos custos através da utilização de técnicas e
produtos que apresentem a melhor relação Benefício/Custo;
- Aumento da produtividade, com o plantio de variedades adequadas
à região de cultivo, e com a utilização de critérios técnicos na
tomada de decisão sobre manejo e produtos;
- Melhorias na qualidade, principalmente com o aumento na demanda
por cafés de alta qualidade e especiais;
- Busca pela sustentabilidade e preservação de ambiente melhor
para produzir e viver;
O sucesso depende da união de toda a cadeia do Agronegócio
Cafeeiro. Convidamos os cafeicultores para que, cada vez mais,
possamos vencer desafios e comemorar não só o Título de Maior
Produtor e Exportador, mas também o Título de Melhor Produtor de
Café no Mundo.
Bibliografia consultada
BATAGLIA, O. C. Resposta à adubação fosfatada na cultura do
café. In:
YAMADA, T.; ABDALLA, S. R. S. Anais do Simpósio sobre Fósforo
na
Agricultura Brasileira. Piracicaba/SP: Potafós, 2004, p 307-327
.
FNP CONSULTORIA & AGROINFORMATIVOS. Agrianual 2005: Anuário
da
Agricultura Brasileira, São Paulo, 2004.
MALAVOLTA, E. Nutrição, Adubação e Calagem para o Cafeeiro. In:
RENA,A.
B.; MALAVOLTA, E.; ROCHA, M.; YAMADA, T. Cultura do
cafeeiro:
Fatores que afetam a produtividade. Piracicaba: Potafós, 1986.
p. 163 274.
PREZOTTI, L. C. Fertilização do cafeeiro. In: ZAMBOLIM, L.
Tecnologias de
Produção de Café com Qualidade. Viçosa: UFV, Departamento de
Fitopatologia, 2001, p 607-615.
VITTI, G. C.; ALVES-FILHO, R. N. Nutrição e Adubação do
Cafeeiro.
Piracicaba, 2005, 49p.