Cana-de-Açúcar
01-01-2005
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Eng. Agr. Ademilson Palharin

Originária do sudeste da Ásia, a cana teve sua exploração
inicialmente na espécie Saccharum officinarum.
O surgimento de várias doenças e a demanda de mercado exigiram a
criação de novas variedades, as quais foram obtidas pelo cruzamento
da Saccharum officinarum com outras espécies do gênero spp. e,
posteriormente através de outros cruzamentos.
Os trabalhos de melhoramento persistem até os dias atuais e
conferem a todas as variedades em cultivo uma mistura de suas
espécies originais.
A importância da cana-de-açúcar pode ser atribuída à sua
múltipla utilização, podendo ser empregada in natura, sob a forma
de forragem, para alimentação animal ou como matéria-prima para a
fabricação de rapadura, melado, aguardente, açúcar e álcool.
Atualmente a área plantada no Brasil é de 6.334 mil/ha, sendo os
principais Estados produtores: SP, AL, PE, MG, MT, GO, PR, MS, RJ,
ES, BA e PB.
• Área industrial: 5.596,0 (mil ha)
• Outros usos: 738,0 (mil ha)

Clima
A cana-de-açúcar é cultivada numa extensa área territorial,
compreendida entre os paralelos 35o de latitude norte e
sul do Equador, apresentando melhor comportamento nas regiões
quentes. O clima ideal é aquele que apresenta duas estações
distintas, uma quente e úmida, para proporcionar a germinação, o
perfilhamento e o desenvolvimento vegetativo, seguido de outra fria
e seca, para promover a maturação e conseqüente acúmulo de sacarose
nos colmos.
Solo
Solos profundos, pesados, bem estruturados, férteis e com boa
capacidade de retenção são os ideais para a cana-de-açúcar que,
graças à sua rusticidade, se desenvolve satisfatoriamente em solos
arenosos e menos férteis, como os de cerrado. Solos rasos, isto é,
com camada impermeável superficial ou mal drenados, não devem ser
indicados para a cana-de-açúcar.
Para trabalhar com segurança em culturas semimecanizadas, que
constituem a maioria das nossas explorações, a declividade máxima
deverá estar em torno de 12%; declividade acima desse limite
apresenta restrições às práticas mecânicas.
Para culturas mecanizadas, com adoção de colheitadeiras
automotrizes, o limite máximo de declividade cai de 8 a 10%.
Cultivares

Um dos pontos que merecem especial atenção do agricultor é a
escolha do cultivar para plantio. Isso não só pela sua importância
econômica, como geradora de massa verde e riqueza em açúcar, mas
também pelo seu processo dinâmico, pois anualmente surgem novas
variedades, sempre com melhorias tecnológicas quando comparadas com
aquelas que estão sendo cultivadas. Dentre as várias maneiras para
classificação dos cultivares de cana, a mais prática é quanto à
época da colheita. Quando apresentarem longo Período de Utilização
Industrial (PUI), a indicação de alguns cultivares ocorrerá para
mais de uma época e também por algumas características de
fertilidade de solo:
• cultivares para início de safra;
• cultivares para meio de safra;
• cultivares para fim de safra.
Preparo do Terreno
Tendo a cana-de-açúcar um sistema radicular profundo, um ciclo
vegetativo econômico de quatro anos e meio ou mais e uma intensa
mecanização que se processa durante esse longo tempo de permanência
da cultura no terreno, o preparo do solo deve ser profundo e
esmerado. No preparo do solo, temos de considerar duas situações
distintas:
• a cana vai ser implantada pela primeira vez;
• o terreno já se encontra ocupado com cana.
Convém salientar que cada unidade sucroalcooleira tem seu
sistema próprio, variação esta que ocorre em função do tipo de solo
predominante e da disponibilidade de máquinas e implementos.
Calagem
A necessidade de aplicação de calcário é determinada pela
análise química do solo, devendo ser utilizado para elevar a
saturação por bases a 60%. Se o teor de magnésio for baixo, dar
preferência ao calcário dolomítico.
A época mais indicada para aplicação do calcário vai desde o
último corte da cana, durante a reforma do canavial, até antes da
última gradagem de preparo do terreno. Dentro desse período, quanto
mais cedo executada, maior será sua eficiência.
Adubação
Para a cana-de-açúcar, há a necessidade de considerar duas
situações distintas: adubação para cana-planta e para soqueiras. Em
ambas, a quantificação será determinada pela análise do solo.
Para cana-planta, o fertilizante deverá ser aplicado no fundo do
sulco de plantio, após a sua abertura, ou por meio de adubadeiras
conjugadas aos sulcadores em operação dupla.
No quadro a seguir, são indicadas as quantidades de nitrogênio,
fósforo e potássio a serem aplicadas com base na análise do solo e
de acordo com a produtividade esperada.
Adubação Mineral de Plantio

Aplicar mais 30 a 60 kg/ha de N, em cobertura, durante o mês de
abril; em solo arenoso, dividir a cobertura, aplicando metade do N
em abril e a outra metade entre setembro e outubro.
Adubações pesadas de K2O devem ser parceladas, colocando no
sulco de plantio até 100 kg/ha e o restante, juntamente com o N em
cobertura, durante o mês de abril.
Para soqueira, a adubação deve ser feita durante os primeiros
tratos culturais, em ambos os lados da linha de cana; quando
aplicada superficialmente, deve ser bem misturada com a terra ou
alocada até a profundidade de 15 cm.
Na adubação mineral da cana-soca, aplicar as indicações do
quadro a seguir, observando os resultados da análise de solo, de
acordo com a produtividade esperada.
Adubação Mineral de Cana-Soca

Aplicar os adubos ao lado das linhas de cana,
superficialmente e misturado ao solo, no máximo a 10 cm de
profundidade. Se for constatada a deficiência de cobre ou de zinco,
de acordo com a análise do solo, aplicar os nutrientes com a
adubação de plantio, nas quantidades indicadas ao lado:

Ourofós
Eficiência Agronômica que faz a diferença: essa é a linha
Ourofós que a Fertilizantes Ouro Verde traz a você, produtor de
cana-de-açúcar. Essa linha de formulações especiais NPK libera
fósforo de maneira gradual e contínua, simulando a forma com que a
planta absorve o nutriente. Em contrapartida, as fórmulas
tradicionais que possuem unicamente os fosfatos acidulados como
fonte de fósforo sofrem uma fixação de P muito intensa, pois a
liberação do fósforo desses fertilizantes é muito superior à
capacidade de a planta absorver o elemento. Esse descompasso entre
absorção e dissolução intensifica as perdas por fixação (perda
temporária ou definitiva do fósforo em solução). O controle na
liberação do P, característica inerente ao Ourofós, ocasiona o
acúmulo de fósforo de maneira gradual na solução do solo.
Os responsáveis por esse fenômeno são as partículas extremamente
porosas, finas e macias do fosfato reativo utilizado em parte do
produto que, ao entrarem em contato com a solução do solo, iniciam
um processo de dissolução contínuo e progressivo, realizando uma
reposição de P para a solução à medida que a concentração do
elemento se reduz. Dessa forma, as composições Ourofós podem
realizar, de uma só vez, a correção progressiva do P do solo, além
de liberar o P necessário para a manutenção da cultura, em função
do percentual de P acidulado somado ao P disponível de imediato do
fosfato reativo. Por esses motivos, as formulações Ourofós são uma
excelente alternativa para a implantação, recuperação e manutenção
de um canavial produtivo.
Aplicação de Ourofós - Cana-de-Açúcar

Experimento: Ourofós - Cana-de-Açúcar
Experimento: Ourofós - Cana-de-Açúcar

Local: Guariba-SP
Plantio: 14/04/1995
Variedade: RB 72-454
Espaçamento: 1,35 m
Área: 20 linhas x 200 m Análise do solo: pH CaCl2 - 6,2 -
Presina - 12 ppm (baixo)
Resultados de campo e laboratório - primeiro corte
(agosto de 1996)

Referências Bibliográficas
Agroconsult Cooperativa Central dos Produtores de Açúcar e
Álcool do Estado de São Paulo Escola Superior de Agricultura "Luiz
de Queiroz" Fertilizantes Ouro Verde - Boletim de Pesquisa:
Fosfatos Naturais Reativos Raij, B. et al. Recomendações de
adubação e calagem para o Estado de São Paulo